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| Nome Comum: | Mandarin Rat Snake |
| Nome Cientifico: | Euprepiophis mandarinus |
| Apêndice CITES: | Não |
| Anexo II Portaria nº. 86/2018: | Sim |
De acordo com a Lei n.º 95/2017 de 23 de agosto, não é permitida a venda e/ou publicitação de animais selvagens/exóticos através de websites/plataformas na internet. Caso deseje conhecer os animais que temos disponíveis e respetivas condições de venda, por favor entre em contacto connosco.
Tamanho: Em adultos podem atingir entre os 100 e os 140cm
Origem: Sul e centro da China, Taiwan, norte do Vietname, Laos, norte de Myanmar e nordeste da Índia
Longevidade: Até 15-20 anos
Habitat Natural: Habitam florestas de montanha frescas e húmidas e encostas rochosas cobertas de arbustos, podendo também ser encontradas em campos agrícolas
A Cobra Mandarim (Euprepiophis mandarinus), também conhecida por Cobra-rateira-mandarim ou Mandarin Rat Snake, é considerada por muitos criadores uma das mais belas cobras-rateiras do mundo. O seu corpo cinzento é marcado por uma série de losangos negros com o centro amarelo vivo, complementados por um desenho negro e amarelo característico na cabeça. Foi descrita por Cantor em 1842 como Coluber mandarinus e, ao longo da sua história taxonómica, foi também classificada como Elaphe mandarina e Elaphe mandarinus, nomes pelos quais ainda é frequentemente referida.
Trata-se de uma espécie de colubrídeo não venenosa, terrestre e de hábitos crepusculares e discretos, que passa grande parte do tempo escondida ou enterrada no substrato. É uma cobra tímida, que tolera o manuseamento ocasional mas não o procura, sendo mais adequada a quem já tenha alguma experiência com cobras. Ao contrário da maioria dos colubrídeos mantidos em cativeiro, a Cobra Mandarim prefere temperaturas frescas e humidade elevada, pelo que deve ter especial atenção às condições descritas nos parágrafos seguintes.
Tamanho: Recomenda-se um terrário mínimo de 100x50x50cm para 1 adulto, sendo preferível um terrário de 120x60x60cm
Material: Vidro ou Madeira (com ventilação moderada e tampa bem segura, de forma a evitar fugas)
A Cobra Mandarim é originária de zonas montanhosas de clima fresco e não tolera temperaturas elevadas. Deverá criar um terrário com gradiente térmico com uma temperatura de 20ºC a 22ºC no lado frio e um ponto quente que não ultrapasse os 26ºC a 28ºC. Durante a noite a temperatura pode baixar até aos 16ºC-18ºC sem problema. Em muitas habitações a temperatura ambiente é suficiente durante grande parte do ano, sendo apenas necessária uma fonte de aquecimento suave (aconselhavelmente um Tapete de Aquecimento controlado por um termostato) durante os meses mais frios.
O sobreaquecimento é o erro mais comum na manutenção desta espécie. Temperaturas constantes acima dos 28ºC causam stress, recusa alimentar e problemas de saúde. Durante o verão, deverá manter o terrário numa divisão fresca, longe da luz solar direta, e monitorizar a temperatura com um termómetro digital.
A Cobra Mandarim não necessita de radiação UVB para sobreviver. No entanto, tal como se recomenda atualmente para a generalidade dos répteis, poderá beneficiar da exposição a índices baixos da mesma (Zona de Ferguson 1, através de uma lâmpada ShadeDweller), desde que disponha sempre de zonas de sombra e esconderijos onde se possa abrigar. Deve assegurar que a iluminação não aquece excessivamente o terrário.
A humidade relativa ideal para esta espécie situa-se entre os 50% e os 70%, podendo ser ligeiramente mais elevada durante a noite. Para a manter, deverá borrifar o substrato diariamente e utilizar um substrato que retenha humidade. É essencial disponibilizar uma "toca húmida" no lado frio do terrário, enchendo um esconderijo com musgo de sphagnum humedecido, que o animal utilizará frequentemente e em especial durante a ecdise (muda da pele).
Apesar de necessitar de humidade elevada, o terrário não deve ficar encharcado nem sem circulação de ar, uma vez que condições húmidas e estagnadas favorecem infeções de pele e respiratórias. Deve estar sempre disponível um bebedouro com água limpa e fresca.
A Cobra Mandarim é uma espécie que gosta de escavar e de se enterrar, pelo que deverá utilizar uma camada de substrato com pelo menos 10cm de profundidade. Os substratos mais indicados são os de tipo florestal que retêm humidade, como a fibra de coco, misturas de terra própria para terrários ou casca de faia, podendo ser complementados com uma camada de folhas secas e musgo à superfície.
Deverá equipar o terrário com vários esconderijos distribuídos pelo lado quente e pelo lado frio, bem como cascas de cortiça, troncos e plantas (naturais ou artificiais) que proporcionem cobertura. Um terrário com muitos locais de abrigo permite que este animal tímido se sinta seguro, o que se reflete num comportamento mais ativo e numa melhor resposta alimentar.
No seu habitat natural a Cobra Mandarim passa por um período de repouso invernal. Em cativeiro, a brumação não é obrigatória para a manutenção de adultos saudáveis, mas é recomendada para a reprodução e pode ajudar a estimular o apetite de juvenis que recusam alimento. Deve ser realizada apenas com animais saudáveis e com boa condição corporal: interrompa a alimentação cerca de 2 semanas antes, reduza a temperatura gradualmente até aos 10ºC-15ºC e mantenha estas condições durante 8 a 12 semanas, sempre com água disponível, repondo depois as temperaturas normais de forma progressiva.
Hábitos alimentares: Carnívoro
Dieta: Os juvenis devem ser alimentados a cada 5 a 7 dias e os adultos a cada 7 a 14 dias. Esta espécie não digere bem presas de grande dimensão, pelo que é preferível oferecer presas de tamanho moderado, que não excedam a largura da zona mais larga do corpo da cobra. Recomenda-se a utilização de presas congeladas, devidamente descongeladas e aquecidas à temperatura ambiente, evitando assim ferimentos causados por roedores vivos. É normal que as crias recém-nascidas sejam relutantes em alimentar-se nas primeiras semanas.
Roedores: Ratos
Ao contrário dos répteis insetívoros ou herbívoros, as cobras alimentadas com presas inteiras não necessitam de suplementação vitamínica ou mineral. Um roedor inteiro, com ossos, órgãos e tecidos, constitui uma refeição nutricionalmente completa, fornecendo o cálcio e as vitaminas necessários à saúde do animal. Deve apenas garantir que as presas são de qualidade e provenientes de fornecedores de confiança.
De acordo com a Lei n.º 95/2017 de 23 de agosto, não é permitida a venda e/ou publicitação de animais selvagens/exóticos através de websites/plataformas na internet. Caso deseje conhecer os animais que temos disponíveis e respetivas condições de venda, por favor entre em contacto connosco.