| Nome Comum: | Reed Frog de Madagáscar |
| Nome Cientifico: | Heterixalus alboguttatus |
| Apêndice CITES: | Não |
| Anexo II Portaria nº. 86/2018: | Não |
De acordo com a Lei n.º 95/2017 de 23 de agosto, não é permitida a venda e/ou publicitação de animais selvagens/exóticos através de websites/plataformas na internet. Caso deseje conhecer os animais que temos disponíveis e respetivas condições de venda, por favor entre em contacto connosco.
Tamanho: Fêmeas até 3,5 cm, machos até 2,5 cm
Origem: Madagáscar
Longevidade: Até 5 anos em cativeiro
Habitat Natural: Zonas ripárias e húmidas, como margens de lagoas, pântanos temporários, arrozais, valas e áreas de savana húmida com vegetação emergente, em altitudes baixas a médias de Madagáscar
A Reed frog de Madagáscar é uma pequena rã semi-arborícola endémica de Madagáscar, pertencente ao grupo conhecido como reed frogs. Caracteriza-se pela sua coloração escura com manchas claras contrastantes, frequentemente descritas como um padrão “estrelado”. Trata-se de uma espécie predominantemente noturna, que passa o dia escondida na parte inferior de folhas de vegetação emergente e se torna ativa ao entardecer e durante a noite.
Esta espécie apresenta alguma capacidade de variação cromática ligeira em resposta à humidade, temperatura e luminosidade. É considerada relativamente fácil de manter em cativeiro, desde que sejam respeitadas as condições ambientais adequadas ao seu modo de vida ripário.
Apesar de robusta, é essencial garantir parâmetros corretos de temperatura, humidade, alimentação e suplementação, descritos nos pontos seguintes.
Tamanho: Recomenda-se um terrário de, no mínimo, 45 x 45 x 60 cm para um grupo de 2 a 4 adultos
Material: Vidro, com topo em rede para ventilação adequada
Durante o dia, a temperatura ambiente deve situar-se entre os 21 °C e os 24 °C, podendo existir um ligeiro gradiente térmico na parte superior do terrário que atinja os 26–28 °C. Durante a noite, a temperatura pode descer de forma segura para os 18–20 °C.
O aquecimento, quando necessário, deve ser suave e localizado, evitando pontos de calor intenso. Recomenda-se o uso de uma lâmpada de aquecimento de baixa potência ou outro sistema adequado, sempre controlado por um termóstato de qualidade.
Embora seja uma espécie maioritariamente noturna, beneficia da exposição a níveis baixos de radiação UVB (Zona de Ferguson 1–2). Para tal, podem ser utilizadas lâmpadas UVB de baixa intensidade (5–7%), posicionadas a cerca de 25–30 cm das áreas de repouso e substituídas de acordo com as recomendações do fabricante.
A humidade relativa deve ser mantida entre 70% e 80%, refletindo o seu habitat natural. Valores mais baixos podem ser tolerados apenas por curtos períodos, desde que exista acesso permanente a água limpa.
Recomenda-se a pulverização do terrário uma a duas vezes por dia, incidindo principalmente sobre a vegetação e zonas de abrigo.
Deve estar sempre disponível um recipiente raso com água limpa, fresca e desclorada. As rãs utilizam frequentemente a água para hidratação, pelo que esta deve ser mudada diariamente.
Sendo uma espécie semi-arborícola associada a ambientes ripários, o terrário deve privilegiar a altura e incluir abundante vegetação. O substrato pode ser constituído por fibra de coco, musgo de sphagnum ou uma mistura bioativa adequada, com uma profundidade mínima de 5 cm.
Devem ser incluídos ramos, troncos, caules verticais e plantas densas (naturais ou artificiais), como pothos, ficus, bromélias ou plantas aquáticas emergentes. Estas estruturas fornecem locais de repouso, abrigo e ajudam a manter níveis de humidade estáveis. É importante garantir zonas onde as rãs possam repousar na face inferior das folhas.
Uma zona aquática rasa, com cerca de 3–5 cm de profundidade, é recomendada para simular o ambiente natural da espécie.
Hábitos alimentares: Insetívoro
Dieta: Os adultos devem ser alimentados 3 a 4 vezes por semana com insetos vivos de tamanho apropriado. Juvenis requerem presas mais pequenas e maior frequência de alimentação.
Insetos: Grilos (micro e pequenos), moscas-da-fruta, baratas de pequeno porte, micro-gafanhotos e outros insetos adequados ao tamanho do animal.
A suplementação é essencial para a manutenção da saúde desta espécie. Todos os insetos devem ser polvilhados com suplementos de cálcio e vitaminas de alta qualidade antes de serem oferecidos.
Os suplementos devem conter cálcio, vitamina D3 e vitamina A pré-formada (retinol), uma vez que os anfíbios não convertem eficazmente o beta-caroteno. Recomenda-se alternar entre cálcio puro e um multivitamínico completo. Uma suplementação inadequada pode conduzir rapidamente ao desenvolvimento de doença óssea metabólica.
De acordo com a Lei n.º 95/2017, de 23 de agosto, não é permitida a venda e/ou publicitação de animais selvagens ou exóticos através de websites ou plataformas online. Para informações sobre disponibilidade e condições de aquisição, por favor entre em contacto connosco.