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| Nome Comum: | Sapo Berebere |
| Nome Cientifico: | Sclerophrys mauritanica |
| Apêndice CITES: | Não |
| Anexo II Portaria nº. 86/2018: | Não |
De acordo com a Lei n.º 95/2017 de 23 de agosto, não é permitida a venda e/ou publicitação de animais selvagens/exóticos através de websites/plataformas na internet. Caso deseje conhecer os animais que temos disponíveis e respetivas condições de venda, por favor entre em contacto connosco.
Tamanho: Em adultos podem atingir os 13–16cm (fêmeas tendencialmente maiores)
Origem: Norte de África — Marrocos, Argélia, Tunísia e Sahara Ocidental
Longevidade: Até 15 anos em cativeiro
Habitat Natural: Habitam bosques e matagais secos, zonas ribeirinhas, terrenos agrícolas e pastagens das regiões mediterrânicas e semiáridas do Norte de África
O Sapo Berebere (Sclerophrys mauritanica), também conhecido por Sapo Mourisco, Sapo Marroquino ou Sapo Mauritânico (em inglês: Berber Toad / Moroccan Toad / Mauritanian Toad), é um dos maiores sapos da família Bufonidae e o maior anfíbio do Norte de África. A espécie foi historicamente classificada como Bufo mauritanicus e Amietophrynus mauritanicus, sinónimos ainda frequentes na literatura. Distingue-se pela sua corporatura robusta, pelas proeminentes glândulas parotóides e pela coloração de base bege a verde-oliváceo, salpicada de manchas bem definidas a laranja ou vermelho. O ventre é branco com pequenas manchas cinzentas. Existe dimorfismo sexual assinalável: os machos são mais pequenos e desenvolvem, em época de reprodução, um saco vocal e calosidades nupciais nos dedos anteriores.
São animais terrestres, de hábitos crepusculares e noturnos, com um temperamento relativamente calmo e adaptável ao cativeiro. A sua raridade relativa no mercado europeu de terrariofilia, aliada à sua impressionante estética e ao comportamento curioso, tornam o Sapo Berebere uma espécie cada vez mais apreciada por entusiastas com alguma experiência em anfíbios.
Apesar de serem uma espécie robusta, é necessário assegurar certas condições específicas para garantir a sua saúde e bem-estar a longo prazo, que poderá encontrar nos parágrafos seguintes.
Tamanho: Mínimo de 80x40x40cm para 1 adulto; 100x50x50cm para um par
Material: Vidro (com tampa em rede para ventilação adequada)
O Sapo Berebere é originário de climas mediterrânicos e semiáridos, pelo que tolera bem temperaturas moderadas. Durante o dia, a temperatura ambiente deverá situar-se entre os 22ºC e os 26ºC, com um ponto de aquecimento (basking spot) que não deverá ultrapassar os 30ºC. Durante a noite, a temperatura pode baixar até aos 18ºC. Na maioria dos casos, não é necessária aquecimento suplementar durante o verão; no inverno, uma Lâmpada Cerâmica ou um Tapete de Aquecimento regulado por termostato pode ser utilizado para manter as temperaturas mínimas necessárias.
À semelhança do que acontece com outros anfíbios, os benefícios da radiação UVB nesta espécie não estão completamente documentados. No entanto, a exposição a índices baixos de UVB (Ferguson Zona 1, UVI 0,5–1) através de uma lâmpada ShadeDweller ou equivalente é recomendada, uma vez que apoia a síntese cutânea de vitamina D3 e contribui para o bem-estar geral do animal. O fotoperíodo deverá respeitar um ciclo de 12 horas de luz e 12 horas de escuridão, podendo ser ajustado sazonalmente para estimular comportamentos naturais.
O Sapo Berebere habita ambientes de transição entre zonas secas e húmidas, pelo que a humidade relativa do terrário deverá ser mantida entre os 50% e os 70%. Deve ser borrifado o terrário regularmente (1 vez por dia ou dia-sim-dia-não) para manter estes valores, sendo especialmente importante humedecer as zonas de esconderijo.
Deve estar sempre disponível um recipiente de água raso, limpo e com água sem cloro, suficientemente largo para que o animal se possa hidratar facilmente. Os anfíbios absorvem água através da pele e não bebem diretamente, pelo que a qualidade da água é determinante para a sua saúde.
O terrário deverá privilegiar o espaço horizontal, uma vez que se trata de uma espécie terrestre. Para substrato, recomenda-se uma mistura de fibra de coco e terra orgânica sem fertilizantes, com uma profundidade mínima de 8–10cm para permitir comportamentos de escavação e manutenção de microclimas adequados. Pode também incorporar uma camada de folhas mortas naturais para enriquecimento ambiental.
A decoração deve incluir vários esconderijos (cortiça, troncos, rochas planas ou esconderijos específicos para anfíbios) espalhados por todo o terrário. Plantas vivas de ambientes mediterrânicos ou artificiais podem ser utilizadas para criar um ambiente mais naturalista. Certifique-se de que toda a decoração é estável e não apresenta risco de colapso sobre o animal.
Hábitos alimentares: Insetívoro / Invertívoro
Dieta: Os Sapos Berebere são comedores vorazes e oportunistas. Adultos devem ser alimentados 3 a 4 vezes por semana; juvenis podem ser alimentados diariamente em quantidades adequadas ao seu tamanho. Sendo uma espécie propensa a obesidade em cativeiro, é importante não sobrealimentar e variar regularmente as presas oferecidas.
Insetos e invertebrados: Grilos, Baratas, Gafanhotos, Larvas de Tenébrio, Larvas da Cera (com moderação), Minhocas, Calcium Worms...
A suplementação correta é essencial para prevenir deficiências nutricionais em anfíbios mantidos em cativeiro. Todas as presas deverão ser submetidas a gut-loading (alimentadas com vegetais e ração de qualidade) nas 24–48 horas anteriores a serem oferecidas ao animal. A nível de suplementação direta, deverá polvilhar as presas com Cálcio em Pó (sem D3) 5 refeições por semana, intercalando com um Complexo Multivitamínico de qualidade (com Vit. D3) uma vez por semana.
De acordo com a Lei n.º 95/2017 de 23 de agosto, não é permitida a venda e/ou publicitação de animais selvagens/exóticos através de websites/plataformas na internet. Caso deseje conhecer os animais que temos disponíveis e respetivas condições de venda, por favor entre em contacto connosco.