| Nome Comum: | Rã Touro Africana |
| Nome Cientifico: | Pyxicephalus adspersus |
| Apêndice CITES: | Não |
| Anexo II Portaria nº. 86/2018: | Não |
De acordo com a Lei n.º 95/2017 de 23 de agosto, não é permitida a venda e/ou publicitação de animais selvagens/exóticos através de websites/plataformas na internet. Caso deseje conhecer os animais que temos disponíveis e respetivas condições de venda, por favor entre em contacto connosco.
Tamanho: Machos podem atingir os 25cm; fêmeas são significativamente menores, atingindo os 15cm
Origem: África Subsaariana (África do Sul, Zimbábue, Namíbia, Zâmbia, Tanzânia, Quénia e regiões adjacentes)
Longevidade: Até 40 anos em cativeiro
Habitat Natural: Habitam savanas, pradarias e zonas de baixa altitude em toda a África Subsaariana, geralmente na proximidade de massas de água temporárias ou permanentes
A Rã Touro Africana (Pyxicephalus adspersus) é a segunda maior espécie de rã do mundo, apenas superada pela Rã Golias (Conraua goliath). Caracteriza-se pelo seu corpo robusto e arredondado, coloração verde-olivácea com o ventre amarelado ou alaranjado nos machos, e pela sua notável longevidade — podendo viver várias décadas em cativeiro. É uma espécie semi-fossória e diurna, altamente adaptada às alternâncias entre a estação seca e a estação das chuvas no seu habitat natural, podendo entrar em estivação durante períodos de seca prolongada.
O seu temperamento voraz e a sua personalidade marcante tornam-na uma das rãs mais populares no mercado dos animais de estimação. No entanto, trata-se de uma espécie que requer cuidados específicos, especialmente no que diz respeito à dieta e ao controlo do peso. Deve ser mantida sempre individualmente, uma vez que é uma predadora oportunista capaz de consumir qualquer animal que caiba na sua boca, incluindo outros indivíduos da mesma espécie.
Apesar de ser uma espécie relativamente robusta, deve ter atenção a alguns aspetos e assegurar certas condições que poderá encontrar nos parágrafos seguintes.
Tamanho: Recomenda-se um terrário mínimo de 90x45x45cm para 1 macho adulto; para fêmeas adultas é suficiente um terrário de 60x45x45cm
Material: Vidro ou Madeira (com tampa segura, uma vez que estes animais podem exercer pressão considerável)
Manutenção: A Rã Touro Africana deve ser mantida sempre individualmente. A coabitação com outros indivíduos, mesmo de tamanho semelhante, representa um risco grave de canibalismo.
Deverá criar um terrário com gradiente térmico com uma temperatura ambiente entre os 24ºC e os 28ºC, com um ponto quente (basking spot) de aproximadamente 30-32ºC. Durante a noite a temperatura não deverá baixar dos 20ºC. Para atingir as temperaturas necessárias pode utilizar uma lâmpada de baixa potência sobre uma das extremidades do terrário, controlada por termostato. Evite fontes de calor por baixo do terrário (tapetes de aquecimento), pois podem secar excessivamente o substrato e dificultar o controlo da humidade.
Sendo uma espécie diurna, a Rã Touro Africana beneficia de exposição a UVB de baixa intensidade (UVI 1-2, Zona de Ferguson 1-2), que contribui para a síntese de vitamina D3 e para o fortalecimento do sistema imunitário. Recomenda-se a utilização de uma lâmpada ShadeDweller ou equivalente de baixo índice UV. É igualmente importante manter um ciclo de luz regular, com 10 a 14 horas de luz diurna consoante a época do ano.
A Rã Touro Africana necessita de uma humidade relativa entre os 60% e os 80%. A humidade deve ser monitorizada com um higrómetro digital e mantida através de borrifações diárias com água desclorada. Deverá estar sempre disponível um bebedouro/bacia de dimensões suficientes para que o animal possa submergir e hidratar-se completamente — as rãs absorvem água maioritariamente através da pele. Esta bacia deve ser limpa e com água fresca renovada diariamente. É igualmente importante que o substrato permaneça húmido (mas não encharcado) em toda a sua profundidade.
A Rã Touro Africana é uma espécie semi-fossória que passa grande parte do tempo enterrada no substrato. O substrato deve ter uma profundidade mínima de 10cm, permitindo que o animal se enterre completamente. Recomenda-se uma mistura de fibra de coco, terra sem fertilizantes e, opcionalmente, musgo de sphagnum para retenção de humidade. Evite musgo de sphagnum solto em excesso, pois pode ser ingerido acidentalmente durante a alimentação.
A decoração deve ser simples e funcional: inclua pelo menos um esconderijo robusto (tronco, pedra plana ou adorno de aquário resistente), podendo adicionar ramos e rochas para enriquecimento ambiental. Plantas vivas podem ser incluídas, mas tendo em conta que estes animais as costumam destruir ao escavar, plantas artificiais constituem uma alternativa mais durável. Toda a decoração deve ser segura e sem arestas que possam ferir a pele sensível do animal.
Hábitos alimentares: Carnívoro
Dieta para Juvenis: Alimentar diariamente com insetos de tamanho apropriado
Dieta para Adultos: Alimentar 2 a 3 vezes por semana
⚠️ Atenção à Obesidade: A Rã Touro Africana é extremamente propensa à obesidade em cativeiro. Estes animais são predadores de emboscada com apetite voraz e não têm mecanismo natural de saciedade. A sobrealimentação é uma das causas mais comuns de problemas de saúde nesta espécie, podendo comprometer gravemente a longevidade do animal. Respeite rigorosamente a frequência e as quantidades recomendadas.
Insetos e invertebrados (base da dieta): Grilos, Baratas, Gafanhotos, Tenébrios, Larvas da Cera (com moderação, elevado teor de gordura), Larva do Bicho-da-Farinha, Minhocas...
Pequenos vertebrados (adultos, ocasionalmente): Ratinhos (pinky ou fuzzy para animais jovens; ratinhos adultos para exemplares de maior porte). Atenção: os roedores devem ser oferecidos congelados/descongelados ou através de pinças, nunca vivos. Devem constituir apenas uma pequena parte da dieta, pois o elevado teor de gordura pode contribuir para a obesidade.
A suplementação é essencial para prevenir doenças metabólicas ósseas, muito comuns em anfíbios mantidos em cativeiro. Polvilhe os insetos com Cálcio em Pó (sem D3) em cada refeição. Uma vez por semana, substitua o cálcio simples por um Complexo Multivitamínico de qualidade que inclua Vitamina D3.
De acordo com a Lei n.º 95/2017 de 23 de agosto, não é permitida a venda e/ou publicitação de animais selvagens/exóticos através de websites/plataformas na internet. Caso deseje conhecer os animais que temos disponíveis e respetivas condições de venda, por favor entre em contacto connosco.