| Nome Comum: | Tarântula Avicularia versicolor |
| Nome Cientifico: | Avicularia/Caribena versicolor |
| Apêndice CITES: | Não |
| Anexo II Portaria nº. 86/2018: | Sim |
De acordo com a Lei n.º 95/2017 de 23 de agosto, não é permitida a venda e/ou publicitação de animais selvagens/exóticos através de websites/plataformas na internet. Caso deseje conhecer os animais que temos disponíveis e respetivas condições de venda, por favor entre em contacto connosco.
Tamanho: Em adultos, as fêmeas podem atingir os 14-15cm de envergadura; os machos são consideravelmente menores
Origem: Ilha da Martinica, Pequenas Antilhas (Caraíbas)
Longevidade: Fêmeas até 12 anos; machos 2 a 3 anos
Habitat Natural: Habitam as copas das árvores e a vegetação das florestas tropicais húmidas da Martinica, onde constroem retiros de seda entre ramos e folhagem
A Tarântula Avicularia versicolor — também conhecida como Tarântula de Patas Cor-de-Rosa das Antilhas ou Tarântula de Martinica — é uma das espécies de tarântulas mais deslumbrantes disponíveis em cativeiro. As crias (spidrlings) emergem com uma coloração azul metálico vibrante e, ao longo das mudas sucessivas, transformam-se em adultos com tons de verde esmeralda, vermelho, roxo e cor-de-rosa iridescentes — uma metamorfose verdadeiramente única no mundo dos artrópodes.
É uma espécie arborícola do Novo Mundo, de temperamento geralmente dócil, que constrói elaborados túneis de teia nos pontos mais altos do terrário. Apesar de ser uma espécie visualmente espetacular e relativamente acessível para entusiastas com alguma experiência, requer atenção particular à ventilação e ao equilíbrio da humidade, especialmente em fases jovens. Com as condições corretas, é uma tarântula extremamente gratificante e uma excelente espécie de exposição.
Apesar de ser uma espécie de dificuldade intermédia, deve ter atenção a alguns aspetos críticos — nomeadamente a ventilação — que poderá encontrar nos parágrafos seguintes.
Tamanho: Recomenda-se um terrário de 30x30x45cm (LxCxA) para 1 adulto; a altura é prioritária em relação à base
Material: Vidro ou acrílico com ventilação cruzada (aberturas laterais e no topo)
A ventilação é o fator mais crítico no maneio desta espécie. O ar estagnado — mesmo que húmido — pode ser fatal, sendo responsável pela chamada Sudden Avic Death Syndrome (SADS), uma mortalidade súbita associada a condições de humidade estagnada e má circulação de ar. O terrário deve ter aberturas de ventilação tanto nas laterais como no topo, de forma a criar uma corrente de ar suave e contínua.
Deve ser fornecida pelo menos uma toca em forma de tubo de cortiça colocada verticalmente, que servirá como ponto de ancoragem para a teia. A espécie constrói retiros tubulares extensos e deve ter espaço e estrutura suficientes para o fazer.
Esta espécie não requer fontes de aquecimento adicionais na maioria dos lares portugueses, dado que a temperatura ambiente de interiores é geralmente adequada. A temperatura ideal situa-se entre os 24ºC e os 28ºC durante o dia. As temperaturas noturnas podem descer até aos 20ºC sem problemas; não se recomenda descer abaixo deste valor de forma prolongada.
A Avicularia versicolor não necessita de radiação UVB. Evitar exposição directa à luz solar intensa ou a fontes de calor radiante que possam criar pontos quentes no terrário.
A humidade relativa ideal situa-se entre os 70% e os 80%. Contudo, é fundamental que esta humidade seja dinâmica e não estagnada: o terrário deve secar parcialmente entre nebulizações, permitindo um ciclo de húmido/seco que replica as condições naturais tropicais. Nebulize as paredes e a vegetação do terrário (nunca directamente o animal) de forma moderada, e permita que o terrário seque nas 24 horas seguintes antes de voltar a nebulizar.
Deve estar sempre disponível um pequeno recipiente com água limpa e fresca. A tarântula pode beber diretamente das gotas de água nas paredes do terrário após a nebulização.
O terrário deve privilegiar a estrutura vertical. Equipe-o com tubos de cortiça colocados na vertical, ramos, plantas artificiais ou vivas (ex: Pothos, bromélias) e outros elementos que permitam à tarântula construir a sua teia nas zonas mais altas do recinto. Esta espécie é uma construtora prolífica de teias e beneficia enormemente de pontos de ancoragem abundantes.
O substrato deve ter entre 5 a 8cm de profundidade, composto por fibra de coco, turfa ou uma mistura tropical para terrários. Deve ser mantido ligeiramente húmido nas camadas mais profundas, mas seco à superfície — esta estratificação ajuda a manter a humidade ambiente sem criar condições de encharcamento ou estagnação. Spidrlings são especialmente sensíveis a substrato demasiado húmido.
Hábitos alimentares: Carnívoro/Insetívoro
Dieta: A Avicularia versicolor é uma predadora activa. As presas devem ter no máximo o tamanho do abdómen da tarântula. Adultos devem ser alimentados a cada 7 a 14 dias; juvenis a cada 5 a 7 dias; spidrlings a cada 3 a 5 dias. Remova sempre presas não consumidas após 24 horas para evitar stress ao animal.
Insetos: Baratas (ex: Blaptica dubia), Grilos, Larvas de Tenébrio, Larvas de Zophobas (para adultos). Para spidrlings: Moscas da Fruta (Drosophila spp.) e Grilos pequenos.
As tarântulas não necessitam de suplementação vitamínica ou mineral — ao contrário dos répteis, obtêm todos os nutrientes necessários a partir das presas que consomem. Não deve polvilhar as presas com cálcio ou vitaminas, uma vez que tal não é benéfico e pode ser prejudicial. Assegure-se de que os insetos utilizados como alimento são de criação e estão adequadamente nutridos (gut-loading) antes de serem oferecidos.
De acordo com a Lei n.º 95/2017 de 23 de agosto, não é permitida a venda e/ou publicitação de animais selvagens/exóticos através de websites/plataformas na internet. Caso deseje conhecer os animais que temos disponíveis e respetivas condições de venda, por favor entre em contacto connosco.