CB2025 (Fotografia demonstrativa)
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Tartaruga Hermanni

Nome Comum: Tartaruga Hermanni
Nome Cientifico: Testudo hermanni
Apêndice CITES: Sim, IIA
Anexo II Portaria nº. 86/2018: Não

De acordo com a Lei n.º 95/2017 de 23 de agosto, não é permitida a venda e/ou publicitação de animais selvagens/exóticos através de websites/plataformas na internet. Caso deseje conhecer os animais que temos disponíveis e respetivas condições de venda, por favor entre em contacto connosco.

Descontos Progressivos
Quanto mais compra, menos paga de transporte

Expedição no Próprio Dia
Em encomendas finalizadas até ás 15h

Entrega Viva/Congelada Garantida
Em alimento vivo e congelado

GUIA DE CUIDADOS

Tamanho: Em adultos, a subespécie ocidental (T. h. hermanni) atinge os 13-18cm, enquanto a subespécie oriental (T. h. boettgeri) pode atingir os 20-28cm

Origem: Sul da Europa (Espanha, França, Itália, Grécia, Bálcãs, Turquia e ilhas mediterrânicas)

Longevidade: 70 a mais de 100 anos

Habitat Natural: Habitam matos mediterrânicos, encostas rochosas e prados abertos do Sul da Europa

A Tartaruga Hermanni (Testudo hermanni) é uma das espécies de tartaruga terrestre mais populares e emblemáticas da Europa, e uma das mais apreciadas no mundo dos répteis de estimação. O seu temperamento calmo e curioso, aliado ao seu aspeto distinto — carapaça abaulada com padrão contrastante de amarelo e preto — fazem dela uma companheira fascinante. Existem duas subespécies reconhecidas: a Tartaruga Hermanni Ocidental (T. h. hermanni), de menor porte e coloração mais viva, e a Tartaruga Hermanni Oriental (T. h. boettgeri), de maior porte e carapaça mais escura. Ambas partilham necessidades de maneio semelhantes.

É uma espécie longeva e com necessidades específicas — nomeadamente ao nível do espaço, da exposição solar e da alimentação — pelo que o compromisso com o seu bem-estar deve ser pensado a longo prazo. Com os cuidados adequados, poderá partilhar décadas com este animal.

Recinto

Tamanho: Para juvenis, recomenda-se um recinto mínimo de 100x50cm no interior; para adultos, um recinto exterior é altamente preferível, com um mínimo de 2x1m. Em Portugal, o clima permite que adultos sejam mantidos no exterior durante grande parte do ano.

Material: Recinto exterior com paredes sólidas e sem possibilidade de fuga ou de entrada de predadores; para juvenis, mesa de tartaruga (tortoise table) em madeira ou recinto de vidro ventilado no interior

- Aquecimento e Iluminação

Deverá criar um recinto com gradiente térmico, com uma zona ambiente entre os 24ºC e os 28ºC durante o dia e um ponto de aquecimento (basking spot) que atinja os 32-35ºC. Durante a noite, a temperatura pode baixar até aos 18-20ºC. Para exemplares mantidos no interior, utilize uma lâmpada de aquecimento sobre uma pedra plana para criar o basking spot necessário.

A radiação UVB é absolutamente essencial para a saúde da Tartaruga Hermanni, sendo indispensável para a síntese de vitamina D3 e para o correto metabolismo do cálcio. Para exemplares mantidos no interior, recomenda-se a utilização de lâmpadas UVB tubulares T5 de 10-12% (Zona de Ferguson 3-4), substituídas a cada 6-12 meses. Exemplares mantidos no exterior beneficiam diretamente da luz solar natural, que é a melhor fonte de UVB disponível — esta é uma das grandes vantagens do clima português para a manutenção desta espécie.

- Humidade

A Tartaruga Hermanni é originária de habitats mediterrânicos de clima seco a semi-húmido. A humidade relativa ideal para adultos situa-se entre os 40% e os 60%, devendo existir sempre uma zona mais húmida (por exemplo, uma toca com musgo de sphagnum humedecido) onde o animal se possa refugiar e hidratar. Para juvenis, é importante manter uma humidade mais elevada — entre os 60% e os 70% — para garantir um crescimento saudável da carapaça e prevenir a desidratação.

Deve estar sempre disponível um recipiente com água fresca e rasa, suficientemente baixo para que a tartaruga possa entrar e sair com facilidade. Banhos regulares de 10-15 minutos em água morna (2 a 3 vezes por semana para juvenis, semanalmente para adultos) são altamente recomendados para promover a hidratação e estimular a defecação.

- Decoração e Substrato

O recinto deve simular o ambiente natural mediterrânico desta espécie. O substrato ideal é uma mistura de terra vegetal sem fertilizantes, areia e fibra de coco, com uma profundidade mínima de 10-15cm para permitir os comportamentos naturais de escavação. Para juvenis no interior, pode também utilizar substrato de fibra de coco ligeiramente humedecido ou uma mistura de terra e areia.

A decoração deve incluir pedras planas (ideais para termorregulação sob o basking spot), troncos e esconderijos. É importante disponibilizar abrigos onde a tartaruga se possa refugiar do calor ou dormir. Plantas seguras e comestíveis — como trevo, dente-de-leão ou malva — podem ser semeadas no recinto exterior, funcionando simultaneamente como enriquecimento ambiental e como fonte de alimentação. Em recintos exteriores, certifique-se de que não existem plantas tóxicas acessíveis ao animal.

Dieta e Suplementação

Hábitos alimentares: Herbívoro estrito

Dieta: A alimentação da Tartaruga Hermanni deve ser exclusivamente à base de vegetação, rica em fibra e pobre em proteínas e açúcares. Em cativeiro, deve ser gerida como herbívora estrita. A base da dieta deve ser composta por ervas silvestres e plantas (70-80%), podendo ser complementada com vegetais de folha verde (20-30%) e frutas apenas ocasionalmente (menos de 5%). Juvenis devem ser alimentados diariamente; adultos podem ser alimentados 4 a 5 vezes por semana.

- Alimentos

Ervas silvestres e flores (base da dieta): Dente-de-leão (folhas e flores), tanchagem, trevo, cardo, chicória selvagem, malva, erva-de-são-roberto, azedinha (com moderação)

Vegetais de folha verde: Chicória, radichio, endívia, escarola, rúcula, agrião, folhas de nabo, couve (com moderação), beldroegas

Outros vegetais (com moderação): Abóbora, curgete, pimentão, cenoura (ralada)

Flores comestíveis: Hibisco, malva, dente-de-leão, rosa (sem tratamentos químicos), violeta

Frutas (raramente e em quantidades muito pequenas): Figo, morangos, framboesas, melão

Nota: Evite alimentos ricos em oxalatos (como espinafres e beterraba), ricos em proteína animal ou em açúcar. Fruta e vegetais de alta densidade calórica devem ser tratados como petiscos ocasionais, não como base da dieta.

- Suplementação

A suplementação correta é fundamental para a prevenção de doenças metabólicas ósseas. Utilize um suplemento de Cálcio (sem vitamina D3, uma vez que os animais com acesso adequado a UVB sintetizam a própria D3) em cada refeição, polvilhando ligeiramente os alimentos. Um Complexo Multivitamínico de qualidade (com vitamina D3) deverá ser oferecido uma vez por semana. Para exemplares mantidos exclusivamente no interior com menor exposição a UVB natural, poderá ser necessário utilizar um suplemento de Cálcio com D3. Um osso de choco disponível permanentemente no recinto é também uma excelente forma de os animais auto-suplementarem o seu cálcio e de manterem o bico saudável.

De acordo com a Lei n.º 95/2017 de 23 de agosto, não é permitida a venda e/ou publicitação de animais selvagens/exóticos através de websites/plataformas na internet. Caso deseje conhecer os animais que temos disponíveis e respetivas condições de venda, por favor entre em contacto connosco.

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